Thursday, July 02, 2009

Amuar faz bem

... e não é só à urticária e à malvadez. Amuar é verdade e estar vivo, mais do que qualquer frase feita da senhora Lili. Acho que ando à muito tempo a disfrutar de amuos em casa alheia ;o), uma vez que a menina amuadora desta casa não sou eu e sou só amuadora convidada. A menina que filosoficamente amua devia escrever mais e postar mais. Este é o seu projecto (amuo) kantiano pessoal.
Fico à espera que ela amue em liberdade, porque não amuar quando faz falta, e não avisar a malta é um grande perigo para a nossa resvalada geração X (tão bons que nós somos, né verdade?). É que há coisas que fazem mesmo muita falta.

Tuesday, February 24, 2009

mil raios e trovões

Estou amuada, de beicinho, com dores de garganta, raivosa e até um pouco furibunda. Prontos. Apetecia-me bradar aos céus. Mas não pósso. A minha função é ouvir e aconselhar segundo o meu sentido de justiça e bom senso. Acho que já não serve de muito ter bom senso. As coisas vão e vêem como têem de ir e vir, mas não se alteram. Não é por não ser ouvida, é por ver que tenho razão, e mesmo assim, não conseguir mudar nada.

Tuesday, December 30, 2008

Devido ao meu mau feitio, ou em ignorantês: derivado ao meu mau feitio

Reportagem televisiva na SIC Notícias sobre acidente no IP4. Ouve-se “…piso molhado, derivado à chuva.”. Foi a repórter, em voz off, (narrando), que o disse.
Ora bolas!!!!!!
Ando eu a tentar que os meus putos aprendam a falar como deve de ser e anda este pessoal na Têbê a assassinar o Português. DERIVADO À?????????????????????????
Quem a contratou não percebe que os órgãos de comunicação TÊM RESPONSABILIDADES?
Eu sei que este é o país onde a responsabilidade morreu solteira e há muitos anos. Mas como sou um ser esquisito e fora da norma, não posso deixar de ficar escandalizada.
Se a jovem repórter estivesse em directo, no local do acidente, com as câmaras ligadas directamente ao estúdio, eu desculpava. Desculpava porque, nessas situações, é fácil alguém enganar-se, a pressão e ansiedade pesam. Agora isto foi dito em estúdio. As imagens foram captadas e depois, construindo, montando a reportagem, a senhora repórter diz uma destas. Todos erramos, eu mesma, eu própria dou por mim a dizer “hépátite”. MAS EU NÃO FALO na televisão, nem sou médica. A senhora repórter, como repórter, devia ter um domínio perfeito da Língua Portuguesa.
Bem, isto é a minha opinião. Mas em abono da verdade os “jornalistas” de hoje em dia já não são “Jornalistas”. E de certa forma a culpa também não é toda deles. É de quem geriu o sistema político e social da Nação durante anos, e também de quem aceita que nos meios de comunicação social a mediocridade seja a ordem do dia porque o lucro enterrou o Brio Profissional e Espírito de Missão.
Um grande bem-haja para todos vós, q’eu vou ver a Lucy ou a novela. Derivado à hora tenho que ir! AH AH AH.

Thursday, December 25, 2008

Combater é preciso

Gostava de ser crescida.
Bem, na verdade na verdade, gostava de ser mais nova, mas como o tempo não volta para trás, gostava de poder ter a idade que tenho.
E porque não tenho?
Porque não posso!
Já sou adulta e responsável, responsável no emprego. Não falto, sou pontual, briosa e perfeccionista. Mas esta é quase a única participação que tenho no mundo dos adultos.
Este regime neo-liberal condena-nos a adultos crianças. A instabilidade no emprego, a crise irreal que toca o real, os códigos de trabalho que favorecem o patronato, condenam-nos a viver em casa dos pais. (quando os temos e eles deixam).
Porque não peço um empréstimo? Primeiro: não mo dariam. Segundo: não sei se conseguiria pagá-lo, visto não ter estabilidade financeira.
Arrendar também não é solução, pois nunca sei o que vou ganhar no ano a seguir, por isso não me posso comprometer.
E o relógio Biológico? Sim, o sistema político-económico pode condenar-me a viver com “papai” como se fosse ainda adolescente, mas não consegue fazer parar o meu relógio biológico. (Que ainda não berra mas já mexe).
Neste momento duvido que algum banco me dê crédito, mas mesmo que desse, era solução? Este ano quase que fiquei a receber 260€ de salário… (escapei-me por pouco). (E trabalho ininterruptamente há quase 5 anos).
Quero que fique claro que tenho emprego, dois às vezes três. Não recebo subsídio de desemprego desde 2004, (já recebi. Durante seis meses e consegui sair por meu mérito). Tenho sempre ido à luta, tenho-me sempre candidatado a tudo o que posso. Ah, e tenho continuado a estudar, acompanhando as “tendências do mercado”, dediquei-me às novas tecnologias. Tenho uma licenciatura e duas pós-graduações. Tenho boas notas. Sempre fui aplicada e trabalhadora. Dediquei-me aos estudos, dediquei-me à minha profissão. Mas o que interessa é o lucro, o que interessa é proteger os interesses do poder económico, proteger bancos, mas só se forem bancos dos ricos. O que interessa é gerar riqueza, mas só para alguns.
Meus amigos: o que interessa não é a qualidade de vida de um grupo económico ou de uma elite. O que interessa é a qualidade de vida de todos, de todos.
Amuo porque cada dia que passa percebo que afinal o capitalismo vive mesmo em crises cíclicas. E um sistema que vive em crises cíclicas e que só beneficia alguns não me parece um bom sistema…
E se alguém me mandar trabalhar, só digo o seguinte, viva a minha vida por um dia. Experimente!
As crianças também sabem raciocinar. Nós, adultos infantilizados pelos sistema, temos a obrigação de denunciar este sistema que nos desproteges e retira autonomia, direitos adquiridos pelos nossos país e resposta, (um trabalhador com medo, com dívidas é um trabalhado calado e não-combativo). Devemos reflectir, usar todas as armas. Como por exemplo: votar com consciência! Votai em quem está do lado de quem trabalha. Votar no partido dos patrões quando não se é patrão não faz muito sentido……..
Posso continuar em casa de papai, mas refilo! Não baixo os braços – denuncio… e trabalho.
Eu gosto de viver com papai. Só espero que papai continue a gostar de viver com a sua jovem filha já nos trinta………

Sunday, September 07, 2008

Mas, mas, não estamos na primavera....

Alguém me pode dizer alguma coisa bonita sobre o pólen e o pó?É que os meus olhos e o meu nariz já não aguentam mais………..

Tuesday, May 27, 2008

Metafísica de Ponta

Não podia deixar que este mês acabasse sem responder, moi même, a essas dúvidas essenciais que todos os dias os media (ou aquilo em que eles se tornaram) nos propõem:
*"Onde é que você estava no dia 25 de Abril de 1974?"
Dentro da barriga da minha mãe, com toda a tranquilidade. Devia ter à volta de 4 meses (16 a 20 semanas), o que faz de mim, penso, já um feto, e não um embrião. No entanto, para baralhar os apologistas pro-life and pro-choice, não me lembro do ambiente, das calças à boca de sino ou mesmo da Grândola Vila Morena (in útero, isto é). Ou seja, biopsicofisiologicamente, não posso afirmar se já possuia critérios para ser "viva" ou não, perante os puristas da causa.
*"Onde é que você estava no Maio de 1968?"
Ora esta ainda é pior. Onde está quem ainda não nasceu, quem ainda não foi concebido? Será que está, ou não está? Será que é, ou não é? Ser ou não ser... Estaria noutra encarnação? Também não posso responder. A cosmogonia suplanta-me. Basicamente, até agora, não estive em lado nenhum histórico, ou de interesse.
*"Onde é que você estava em Maio de 1998, quando foi inaugurada a Expo 98?"
Finalmente! Concretamente, acho que chovia quando a Expo abriu, mas também andei por lá, e tinha um autocolante dos golfinhos no carro, e tenho um Passaporte ultra-carimbado, e vi os Pavilhões temáticos todos, e sofri nas bichas, e vi os bebés do anúncio, coitadinhos, dentro de água, e dei um salto negativo, e visitei a Sagres e a D.Fernando e Glória. E andei enamorada por Portugal. Pedrada com a pedalada de Portugal. Podia andar-se pelas ruas de Lisboa limpa e sem buracos até às tantas, e ver polícias e turistas a serem simpáticos. Embriagada com um feel good que não senti mais desde aí.
Parece que foi uma espécie de mergulho no futuro.
Analyze this.

Tuesday, May 06, 2008

razões para amuar (1)

É um bocado como entrar pela floresta adentro para tentar isolar uma folha, mas há que ser criativo. Escolher alvos, arranjar dardos, fazer uma sessão mental de paintball, sonhar com vírus informáticos ( e outros pequenos crimes entre amigos). Vamos declarar pequenas fatwa às coisas irritantes que nos fazem amuar.
(Amanhã este blog estará na listas dos 10 mais procurados do FBI por causa da palavra islâmica.)
Amuo nº1: O anúncio da Galp para a nossa selecção
Quem foi o maravilhoso publicitário com uma mente pouco subliminar que decidiu por uma data de gente a empurrar o autocarro da selecção? Tá doido?
Obviamente que enquanto a petrolífera se rega em maravilhosos $$$, não só à conta do que chupa do nosso tutano de consumidores, mas também dalguns snifes ganhadores para as bandas do Brasil e Angola, desleixou um claro erro de marketing.
Nós, os contribuintes que já não temos guito para o petróleo nem qualquer dia para o trigo, a servir literalmente de biocombustível para uma selecção de prodígios que não pagam IRS, quando se estampam em Lisboa é sempre em carros de alta cilindrada, que vão passar férias ao Dubai? Nós, a empurrar aquilo? Senhores!
Ok, a gasolina que eu meto no carro geralmente até é da Galp, embora nunca tenha sentido nenhuma energia positiva. E não é por causa do anúncio que eu, miseravelmente, vou iniciar uma campanha de embargo, protesto e retaliação. Basicamente, não vou fazer nada. Mas cada vez que passar o anúncio vou amuar, e implicar umas duas ou três vezes. E sabe tão bem.
O que faz falta é amuar a malta, o que faz falta...

Sunday, May 04, 2008

Dia da mãe

De ontem para hoje sonhei com a minha mãe. Mais precisamente com o funeral da minha mãe. Estávamos num lago, numa paisagem misto Canadá e Alasca, no inverno, mas o lago não estava gelado, porque nisto dos sonhos nada obedece às leis naturais.

Estava tudo branco e frio, mas estava sol. E toda a gente se esforçava por tentar colocar estrelas bem no centro do lago, sem se molhar muito. E cada vez que alguém se esforçava muito por conseguir levar mais longe a sua estrela eu chorava ainda mais copiosamente.

O funeral da minha mãe foi muito triste. Foi muito triste porque eu fiquei sem mãe, o meu pai sem mulher, o meu avô sem filha, o meu tio sem irmã, a minha prima sem tia e muita gente ficou sem uma amiga.

Foi num dia quente e com muito sol, não nevava nem nada, foi muita gente, e eu senti que a minha mãe era mesmo especial porque estava toda a gente com o mesmo ar que eu, de órfã.

O meu sonho de ontem expressa isso, o quanto a minha mãe era amada e como a expressão desse amor foi muito importante para mim naquele domingo. Tanto que ainda hoje sonho com os amigos da minha mãe quase a afogarem-se para lhe entregarem estrelas.

Não percebo porquê estrelas, e confesso que até acho tudo muito, muito piroso e estou zangada com o meu inconsciente por ser tão Kitsch, e principalmente por continuar a atormentar-me durante a noite.

Custa muito chorar em sonhos a noite inteira. Custa muito viver sem mamãe.

O sonho não foi causado por algum ressentimento com o dia da mãe, porque não é o primeiro sonho e aposto que não será o último, mas são sempre dolorosos. Quanto mais não seja ao acordar. Também nunca se festejou essas coisas cá em casa. Foi mero acaso. Mas curioso.

Estou amuada porque é chato, muito chato ser-se crescido, principalmente meio coxo, meio órfão.


PS:
E no fim, no fim, lá pelo resto do mundo muitos meninos nascem para morrer ou para ver os pais morrerem. E se em vez do dia da mãe do pai e dos avós e das prendas que se compram não se faz qualquer coisa de útil? Como desligar um interruptor ou ajudar alguém que precise? (tinha que ser, eu tenho dores de cabeça, mas há dores de cabeça muito, muito piores que as minhas!)

Monday, November 06, 2006

escritos de uma amuada sem alento

Ando, como diz o meu avô, (homem das letras), descorçoada.
E até o som da palavra revela o meu desalento, descorçoada. Estou mesmo desanimada, cinzenta, em baixo. Snif, snif.
Eventualmente a coisa resolve-se, oh oh, há coisas muito piores que estar descorçoada. Mas enquanto não vai custa.

Apetece-me sei lá o quê, ‘tou farta de isto e daquilo, enfim…descorçoada.

Só me sinto menos mal enroscadinha, bem enroscadinha.

Estou farta da ministra, do ministro, do primeiro e do outro. Estou mesmo, mesmo cansada de tanta afronta e oportunismo. ‘Tou inconformada com o sentido da vida, (ou melhor, com a sua ausência). Estou com muito medo de me conformar.

É muito mais fácil enfiar a cabeça na areia… mas, “ódespois”, quando a levantamos…ui…

Enfim, é Novembro. Lá p’ Abril isto passa-me….
No Inverno sentem-se todas as dores do mundo… e do nosso umbigo…

Wednesday, November 01, 2006

A preto

A vida é mesmo uma coisa muito esquisita e sem sentido. (Excepto quando vista pelos olhos dos Monty Phyton)
Há quem acredite que todos os problemas resultam da inescrutabilidade da referência. Eu tenho que concordar. Se tudo fosse claro e acessível nenhum problema existiria…
Claro que isto só se aplica ao conhecimento.
Bem, de certa forma se fosse claro qual é o sentido da vida haveria problemas?
Bem, is´to é, há sentido? E se o único sentido for: “não há sentido nenhum toca a aproveitar!”
Haveria problemas?

(Aproveitaste tudo? Acho que não, é isso que me põe de preto)

Desejava que a vida fosse clara como um silogismo, e que a capacidade de transformar quase tudo em silogismos fosse suficiente para te manter por aqui.

Maldito mineral que te escapava.

A tua ausência provocou uma reminiscência. Como se o teu estado presente despertasse o passado. E despertou. (lembrava-me das pizzas, mas já escondera muitas das conversas telefónicas!)

“Desconstrói lá isto!”

E agora, nós, que não temos nada de desconstrucionistas, ficámos “desconstruídos”.

“Ve vill meet again!”


ps. Espero que haja um outro lado, e que nesse lado esteja o livro de instruções que andamos à procura deste lado. Desejo que ele esteja já ao teu colo. Boa leitura!

Tuesday, October 24, 2006

Não quero ir ao BES, quero ser o BES!

Adorava ser Banco, banco como o BES ou outro, ser uma Instituição Bancária. Os meus lucros nunca descem, os meus impostos nunca sobem e as minhas regalias nunca me são tiradas, os meus direitos intocáveis, e a minha contribuição para o bem da nação diminui a olhos vistos, as minhas taxas aumentam, e eu vou crescendo, quando tudo o resto descresce!

Grandes tachos estão para aí prometidos! óh óh!

(justiça social para quê? Pois......)
(Ops, lá tou eu com o mau feitio!)

Sunday, October 15, 2006

Cheira a chuva.
Vai começar o frio.
'Tá a chegar o inverno.
Snif, tou cinzentinha!
enfim, isto passa! Vou beber cházinho quente quentinho, ronronar com o meu gato e vegetar.

(Acho é que tou a ficar constipada! :( )

(Faz falta mamãe, faz.)

Tuesday, October 03, 2006

Sr. Dr. Professor

Já ninguém me pergunta se eu sei quem é que eu estou a substituir!
Em compensação, como já toda a gente sabe que quem eu estou a substituir não está, trocaram-me as salas todas...
Pois! Se eu fosse barriguda, de barba, ou melhor, se eu fosse quem estou a substituir não me tinham mudado de sala, mas como sou a "pita" que está a substituir o Sr. Dr. Prof. ....
Ai ai ai!!!!!

(podia estar numa escola de risco, com turmas adeptas da violência.... Era pior.
Bem, isso é que era mau!)
(Tenho mesmo muito mau feitio credo! ; ) )

Sunday, October 01, 2006

Para Gajo

Caro "Gajo"! : )

Já discutimos noutro blog.

Nessa discussão senti-me muito ofendida porque achei que falava sem conhecer bem as alterações ao Estatuto da Carreira Docente.

Para lhe mostrar porque me toca tanto esta questão vou dar-lhe o exemplo de algumas das coisas que me deixam mais zangada:

Os professores vão ser avaliados, está bem!
O problema é que as notas vão ter cotas, do género, numa escola só 10% dos professores podem ter excelente, (ainda não se sabe bem a percentagem).

Ora isto significa que muitos colegas que são competentes e muito, muito bons profissionais, (e há muitos! Há, há! : ) ) poderão ficar de fora do excelente, porque não chega para todos!

Ou seja, vamos ser avaliados, mas podemos receber uma nota que não revela ou descreve exactamente o nosso trabalho, posso ter apenas Muito bom, porque já foram dados os Excelentes todos que se podiam dar….

Isto também levanta outro problema, imagine que numa escola todos os professores efectivos se dão bem… e todos merecem excelente, até o contratado, mas a cota dos excelentes não chega para todos…

Ou seja, o que quero dizer é que esta avaliação não será objectiva e levanta a possibilidade de se fortalecerem compadrios e rivalidades entre professores, etc.

Para mim esta questão é grave, mas há outra ainda mais grave, a questão das faltas.

Qualquer trabalhador português, se fica gravemente doente, ou lhe falece um familiar ou fica “grávido” tem direito a faltar, com faltas mais que justificadas e tal facto não perturba a sua progressão na carreira.

Pois, com o novo Estatuto da Carreira Docente, se dermos mais que 15 faltas, (o que, por norma só acontece aquando de uma situação muito, muito grave), a nossa avaliação é negativa e ficamos impedidos de progredir.

Isto até parece bem, quem falta não deve ser premiado, mas, mas, o grande problema é que o Ministério não está a dizer que quem falte mais de 15 dia e não tenha justificação… O ministério está a dizer que quem falte, mesmo com justificação fica prejudicado…

Infelizmente já me faleceram familiares muito próximos e sei que durante os primeiros dias não conseguimos ser produtivos, e os dias a que temos direito por lei são uma grande ajuda, não só para preparar os Funerais e outras burocracias, mas principalmente para podermos chorar à vontade.
Por outro lado, as grávidas ficarão prejudicadas, pois no ano em que tiverem os filhos não poderão progredir e as suas ausências, (legais e justificadas), servirão para a afastar da progressão.
O mesmo se passa com qualquer professor que tenha uma doença mais grave.
Se por acaso tivermos o azar de ficar “grávidos”, doentes ou que alguém faleça no ano probatório, (no 1º ano de efectivação), o nosso ano probatório torna-se em dois anos probatórios, com penalizações.

Ou seja, o Ministério quer super-homens e super-mulheres.

Estes são apenas dois exemplos da gravidade da situação.

Espero que entenda este post como um esclarecimento amigável.

O que a Ministra quer, é que os Portugueses generalizem, isto é, que pensem que os professores são todos uns malandros que não querem trabalhar.

Não é verdade! Felizmente! : )

Da experiência que tenho, são mais, muito, muito mais os bons professores, os que não faltam, que cumprem os seus horários e os seus deveres, que cumprem devoções, que fazem mais, muito mais do que são obrigados, dos que faltam que nem uns doidos, são irresponsáveis, etc. (Também os há, mas normalmente nós também não gostamos nada deles.)

O que se passa é que por causa de uma minoria estamos todos a ser atacados.

A nossa profissão tem algumas especificidades, não é melhor nem pior que as outras, mas tem de facto algumas especificidades. Para podermos ser bons temos que trabalhar mais que 35horas semanais. Temos um desgaste mais rápido, etc. etc. (já para não falar destas modernices de bater no professor ou chamar-lhe nomes, etc.!)

O que é certo é que quem gosta de ser professor não desiste.

O grande problema é que este estatuto quer retirar-nos direitos que são fundamentais, e que todos os portugueses têm.

Espero não ter sido muito chata, se bem que o post está muito comprido…

Grata pela sua atenção!
Qualquer esclarecimento que desejar diga!

ps. Quanto ao seu comentário sobre "o ano de férias" vou partir do princípio que está já afectado pelas influências da ministra. ;)

Não acredito que ache, verdadeiramente, que os professores passam férias o ano todo!

Teria que ser um tonto ou uma pessoa pouco esclarecida, o que obviamente não é o seu caso !

Mais uma vez grata pela atenção

Wednesday, September 13, 2006

As listas saíram!

Saíram já passava das onze de 2ª feira.

E eu fui colocada! :D

Momentos de alegre histeria… porque fui colocada! E Na mesma cidade onde moro! (LOL)

Depois a histeria diminui porque o horário é “pequinino”.
Mas também não é por aí que o gato vai Às filhozesJ

Agora volta a doce rotina… :) (tou feliz! Eu gosto:) muito!)

A ministra e o ministro continuam a atacar-nos, isso não mudou!

Força Fenprof!

Vou começar a preparar as minhas aulitas! :)

Ai ai!:)

Mas a Luta continua!

Monday, September 11, 2006

Em compasso de espera II

São 20h25, listas… nem vê-las.
O Ministério faz como entende.
Os contratados desesperam.

Nós, contratados, somos sempre ignorados. Tapamos buracos, ganhamos, muitas vezes, menos que o salário mínimo. Dedicamo-nos sempre, não temos certezas nem garantias algumas de nada.

Eu trabalhei num escritório… hum….

De facto quem corre por gosto não cansa, só desespera. Quando as listas saírem e formos colocados esquecemos…
Esquecemos até para o ano e esquecemos sempre no momento de votar, (eu tenho memória de elefante, (bem, há quem lhe chame outra coisa ;) ).

Viva nós que ainda estamos à espera! :)

PS. Se não saírem hoje nem sei o que faço…

PS.2 lolol, espero até saírem! Ah triste sina de prof!

Em compasso de espera

Como qualquer bom professor não colocado estou uma desgraça!

Dia 18 de Agosto não fiquei… pá próxima concorro pó país inteiro! Lol (é que ficava! A sério!)

Fui de férias, angustiada, porque corriam uns rumores de que a qualquer momento começavam as cíclicas, (listas que saem regularmente tentando colmatar as necessidades das escolas). Não começaram….

Depois corre o rumor de que dia 1 de Setembro é que é!

Depois já é dia 4… depois já é dia 5, depois já é dia 8… depois já é dia 11… e agora? Pois…

Neste quase mês de espera o meu comportamento e aspecto foi-se ressentindo…

Estou de olhos raiados de sangue de tantas horas, alegremente, passadas em fóruns e sites afins, sempre chamando-me entre dentes de estúpida. Por quê? Porque quando as listas saírem todos os colegas se avisam uns aos outros, e a nova chega a todos…. Não é bem necessário estar aqui colada ao pc….

Pois, mas nestas alturas não há grande capacidade de raciocínio… estamos mais numa de obsessão! Os banhos, almoços e jantares são encaixados entre aquele site e as possíveis horas de saída das listas…..

Dia 7 fui sair… e devia ter saído todos os outros dias… Não o fiz porque fiquei constipada, deve ser da ventoinha bem ao pé do meu pescoço, é que o pc não aguenta estar ligado tanto tempo sem aquecer!
Se estivéssemos nos states já tinha processado alguém! LOL

Bem, vou ali “cuscar” o educare e o blog do contratado…
Ai “prof” sofre!
(corre por aí um rumor que afirma que as listas saem hoje depois das 14h… lol)
(Eu hoje vou rever o primeiro capítulo de uma disciplina que posso dar, é preciso ser optimista! Lololol)

Thursday, August 03, 2006

Um mail que eu recebi

Pelos vistos não sou só eu que ando amuada... ;)
Recebi este mail, não sei quem é o autor, mas expressa bem alguns dos nossos "amuos":
"Aspectos que toda a gente parece ignorar sobre a profissão de professore que será bom esclarecer :
1º. Esta é uma profissão em que a imensa maioria dos seus agentes trabalha (em casa e de graça, entenda-se) aos sábados, domingos,feriados, madrugada adentro e muitas vezes, até nas férias! Férias, sim,e sem eufemismos, que bem precisamos de pausas ao longo do ano parairmos repondo forças e coragens. De resto, é o que acontece nos outros países por essa Europa fora, às vezes com muito mais dias de folga doque nós: 2 semanas para as vindimas em Setembro/ Outubro, mais duas para a neve em Novembro, 3 no Natal e mais 3 na Páscoa , 1 ou 2 meses no verão.
2º. É a única profissão em que se tem falta por chegar 5 minutos atrasado (também neste caso, exigirá a senhora Ministra um pré-aviso com 5 dias de antecedência?)
3º. É uma profissão que exclui devaneios do tipo "hoje preciso de sair meia hora mais cedo", ou o corriqueiro "volto já" justificando aporta fechada em horas de expediente.
4º. É uma profissão que não admite faltas de vontade e motivaçãoou quaisquer das ' ronhas' que grassarão, por exemplo, no ME (quem duvida?) ou na transparente AR.
5º. É uma profissão de enorme desgaste. Ainda há bem pouco tempo foi divulgado um estudo que nos colocava na 2ª posição, a seguir aosmineiros, mas isto, está bom de ver, não convém a ninguém lembrar. E olhe que não, senhor secretário de estado, a escola da reportagem da RTP1 não é, nem de longe, caso "único, circunscrito e controlado"!
6º. É uma profissão que há muito deixou de ser acarinhada ou considerada, humana e socialmente. Pelo contrário, todos os dias somos agredidos - na nossa dignidade ou fisicamente (e as cordas vocais nãosão um apêndice despiciendo.) , enxovalhados na praça pública, atacados e desvalorizados, na nossa pessoa e no nosso trabalho, em todas asfrentes, nomeadamente pelo "patrão" que, passe a metáfora económica tãoao gosto dos tempos que correm., ao espezinhar sistematicamente os seus "empregados" perante o "cliente", mais não faz do que inviabilizar a "venda do produto"
7º. É uma profissão em que se tem de estar permanentemente a 100%,que não se compadece com noites mal dormidas, indisposições várias(físicas e psíquicas) ou problemas pessoais .
8º. É uma profissão em que, de 45 em 45, ou de 90 em 90 minutos,se tem de repetir o processo, exigente e desgastante, quer de chegar a horas, quer de "conquistar" , várias vezes ao longo de um mesmo dia detrabalho, um novo grupo de 20 a 30 alunos (e todos ao mesmo tempo, nãose confunda uma aula com uma consulta individual ou a gestão familiar de 1, 2, até 6 filhos...)
9º. É uma profissão em que é preciso ter sempre a energiasuficiente (às vezes sobre-humana) para, em cada turma, manter adisciplina e o interesse, gerir conflitos, cumprir programas, zelar para que haja material de trabalho, atenção, concentração, motivação eprodução. (Batemos aos pontos as competências exigidas a qualquer dosnossos milionários bancários, dos inefáveis empresários, dos intocáveis ministros! Ao contrário deles, e como se não bastasse tudo o que nos é exigido (da discrepância salarial e demais benesses não preciso nemfalar).
10º. ainda somos avaliados, não pelo nosso próprio desempenho, mas pelos sucessos e insucessos, os apetites e os caprichos dos nossosalunos e respectivas famílias, mais a conjuntura política, económica esocial do nosso país!
Assim, é bom que a "cara opinião pública" comece a perceber por que é que os professores "faltam tanto":Para além do facto de, nas suas "imensas" faltas, serem contabilizadas também situações em que, de facto, estão a trabalhar :- no acompanhamento de alunos em visitas de estudo, - em acções, seminários, reuniões, para as quais até podem ter sido oficialmente convocados,- para ficarem a elaborar ou corrigir testes e afins , que não ésuficiente o tempo atribuído a essas tarefas , - ou, como vem sucedendo ultimamente, a fazerem (em casa, que é o sítioque lhes oferece condições) horas e horas não contabilizadas doobrigatório "trabalho de escola"..Para além disto, e não é pouco, há pelo menos, como acima se terá visto, toda uma lista de 10 boas e justificadas razões para que o façam. "

Monday, June 26, 2006

deve ser amuo meu...

Se calhar é mesmo mau feitio… mas não se estão a fechar maternidades pelo país inteiro? A fuga aos impostos não continua? O Governo não “gastou” as pensões dos trabalhadores da Caixa Geral de Depósitos? Não estão a mexer nas carreiras dos Professores, Juristas, Polícias, etc., etc., etc.,.?
Não se está a tentar eliminar todos os direitos sociais já adquiridos?
Não se estão a propor soluções absurdas para tudo e mais alguma coisa? Sei lá, Ota e afins?
Não está claro que a corrupção e os lobies existem e tudo controlam?
Deve ser amuo meu….
Sim, o mundial é só de 4 em 4 anos, também as legislativas são de 4 em 4, e as presidenciais também. Mas nessas alturas, muita gente, que tem bandeira à janela, recusa-se a levantar o dito do sofá e votar ou participar activamente nos interessas da nação, nos seus interesses!
Temos direito de nos divertir, sim, senhor, mas também temos direito e dever, de defender os nossos direitos. E isso, isso não fazemos, nem de 4 em 4 nem de 20 em 20.
Bandeirinhas por causa do futebol, mas depois nem sequer votam, ou se votam fazem-no sem ser em consciência. Ficar empedernido na ignorância do quotidiano, não querendo dela ser movido não nos leva a lado nenhum…
Sim, sou eu que tenho mau feitio….
Mas é impressão minha ou os jovens não têm emprego, ou se têm é em condições precárias, com salários também precários?
Hum…É impressão minha ou querem eliminar direitos dos reformados?
E a segurança social, hein, está tudo bem?
Pois… sou eu que tenho mau feitio……
Mas tudo o que é demais enjoa e faz mal!

Sunday, June 04, 2006

Dão-se alvíssaras!

Dão-se alvíssaras!

A quem me conseguir explicar porque é que a Sr.ª Ministra nos odeia, de forma tão visceral!

(Eu consigo imaginar algumas explicações possíveis, que por pudor não vos descrevo. ;) )