Monday, November 06, 2006

escritos de uma amuada sem alento

Ando, como diz o meu avô, (homem das letras), descorçoada.
E até o som da palavra revela o meu desalento, descorçoada. Estou mesmo desanimada, cinzenta, em baixo. Snif, snif.
Eventualmente a coisa resolve-se, oh oh, há coisas muito piores que estar descorçoada. Mas enquanto não vai custa.

Apetece-me sei lá o quê, ‘tou farta de isto e daquilo, enfim…descorçoada.

Só me sinto menos mal enroscadinha, bem enroscadinha.

Estou farta da ministra, do ministro, do primeiro e do outro. Estou mesmo, mesmo cansada de tanta afronta e oportunismo. ‘Tou inconformada com o sentido da vida, (ou melhor, com a sua ausência). Estou com muito medo de me conformar.

É muito mais fácil enfiar a cabeça na areia… mas, “ódespois”, quando a levantamos…ui…

Enfim, é Novembro. Lá p’ Abril isto passa-me….
No Inverno sentem-se todas as dores do mundo… e do nosso umbigo…

Wednesday, November 01, 2006

A preto

A vida é mesmo uma coisa muito esquisita e sem sentido. (Excepto quando vista pelos olhos dos Monty Phyton)
Há quem acredite que todos os problemas resultam da inescrutabilidade da referência. Eu tenho que concordar. Se tudo fosse claro e acessível nenhum problema existiria…
Claro que isto só se aplica ao conhecimento.
Bem, de certa forma se fosse claro qual é o sentido da vida haveria problemas?
Bem, is´to é, há sentido? E se o único sentido for: “não há sentido nenhum toca a aproveitar!”
Haveria problemas?

(Aproveitaste tudo? Acho que não, é isso que me põe de preto)

Desejava que a vida fosse clara como um silogismo, e que a capacidade de transformar quase tudo em silogismos fosse suficiente para te manter por aqui.

Maldito mineral que te escapava.

A tua ausência provocou uma reminiscência. Como se o teu estado presente despertasse o passado. E despertou. (lembrava-me das pizzas, mas já escondera muitas das conversas telefónicas!)

“Desconstrói lá isto!”

E agora, nós, que não temos nada de desconstrucionistas, ficámos “desconstruídos”.

“Ve vill meet again!”


ps. Espero que haja um outro lado, e que nesse lado esteja o livro de instruções que andamos à procura deste lado. Desejo que ele esteja já ao teu colo. Boa leitura!